Aldeia Urbana Marçal de Souza · Campo Grande, MS · Brasil

Instituto Cacique
Enir Terena

Cultura · Identidade · Autodeterminação

Em homenagem à liderança feminina que lutou pela fundação da primeira aldeia urbana do Brasil, o Instituto protege, valoriza e projeta a cultura indígena respeitando todas as etnias — artesanato ancestral, cerâmica singular e saberes milenares — para o Brasil e para o mundo.

Por trás de cada peça existe alguém. E existe impacto.

117.261 Indígenas no MS
IBGE Censo 2022
28mil Terena no Brasil
Aldeia Urbana Indígena do Brasil
OREKA 1ª Marca Coletiva Indígena do Brasil
Role
Enir da Silva Bezerra — Cacique Enir Terena

Enir da Silva Bezerra (Enir Terena), cacique e fundadora da Aldeia Urbana Marçal de Souza. Fonte: Instituto Cacique Enir Terena

Quem foi

Uma liderança histórica e singular

Enir da Silva Bezerra — para todos, Enir Terena — nasceu na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana, MS, em 8 de março de 1955. Filha do povo Terena, desde criança já demonstrava vocação para a liderança: destacou-se na escola como organizadora e porta-voz de sua turma, traço que marcaria toda a sua trajetória de vida.

Mãe de sete filhos, em paralelo às responsabilidades familiares compôs ativamente o movimento popular da época, conciliando a vida doméstica com o engajamento político e comunitário. Em 1985 ingressou na Associação Indígena Kaguateca.

Em 9 de junho de 1995 chegou com 20 famílias ao Desbarrancado — que se tornaria a Aldeia Urbana Marçal de Souza, a primeira aldeia indígena em contexto urbano do Brasil. Em agosto de 1999 foi criado o Memorial da Cultura Indígena — conquista direta de sua luta.

Em 2008 foi eleita cacique com 134 dos 277 votos — primeira cacique mulher do MS. Reeleita em 2012. Em 2018 a Lei Municipal 6006/18 renomeou o Memorial com seu nome. Em 22 de agosto de 2025, foi fundado oficialmente o Instituto Cacique Enir Terena.

"A minha participação como cacique fez as mulheres se sentirem mais fortes." — Enir da Silva Bezerra
8 mar. 1955Nascimento na Aldeia Limão Verde, Aquidauana, MS
1985Ingresso na Associação Indígena Kaguateca
9 jun. 1995Fundação da Aldeia Urbana Marçal de Souza — 1ª aldeia indígena urbana do Brasil
ago. 1999Criação do Memorial da Cultura Indígena
2008Eleita cacique — 1ª cacique mulher do MS — com 134/277 votos
2012Reeleita cacique pela comunidade
2015Correios lançam Selo Comemorativo com sua fotografia
21 jun. 2016A Cacique Enir Terena ancestralizou, deixando conosco seu legado inesquecível de luta pelos povos originários e pela Cultura do Brasil
2018Lei Municipal 6006/18 — Memorial recebe seu nome
2024Vitória no Edital Nacional MPI + Ministério das Mulheres — nasce a OREKA e o ICET
6 fev. 2025Convênio histórico com IFMS/PROFNIT/NEABI-CG assinado na Aldeia
22 ago. 2025Fundação oficial do Instituto Cacique Enir Terena (ICET)
1ª Cacique Mulher do MS Aldeia Marçal de Souza · 1995 Lei 6006/18 · Memorial Selo Correios 2015
📚 Fontes e Referências Campo Grande News (jun.2025) · Correio do Estado (nov.2020) · SBT MS (abr.2024) · Câmara Municipal CG (nov.2025)
DUALIBE, M.S.L. "A influência sociolinguística na primeira aldeia urbana." UEMS/ENIC, 2015 · BATISTOTI; LATOSINSKI. "O indígena e a cidade." Revista RUA, UNICAMP, v.25, n.1, 2019
Quem somos

Instituto Cacique Enir Terena — Uma Instituição Inédita no Brasil

Concebido, elaborado e liderado integralmente por Terena da Aldeia Marçal de Souza — modelo de protagonismo feminino, propriedade intelectual coletiva e autonomia cultural.

Entre 123 propostas ao Edital Nacional conjunto do MPI e do Ministério das Mulheres, o projeto das artesãs da Aldeia Marçal de Souza foi selecionado para criar a primeira instituição indígena deste tipo no Brasil e proteger a OREKA — a primeira marca coletiva indígena do país.

Em 6 de fevereiro de 2025, o grupo de artesãs assinou convênio histórico com o IFMS por meio do PROFNIT e do NEABI-CG. Por dois anos, o IFMS oferece consultoria de gestão, pesquisas científicas e orientação para novos editais.

O Instituto Cacique Enir Terena é um convite: faça parte deste universo de criatividade, beleza e ancestralidade. Quando você adquire uma peça OREKA, remunera diretamente a artesã, fortalece a autonomia de sua comunidade e contribui para que saberes ancestrais continuem vivos.

Trabalhamos com as artesãs indígenas do Brasil e da América Latina. Com o apoio dos Ministérios dos Povos Indígenas e das Mulheres, IFMS (PROFNIT e NEABI-CG), construímos parcerias sólidas para garantir autonomia econômica e cultural duradoura.

Objetivos estratégicos

  • Governança coletiva das artesãs Terena
  • Proteção da Propriedade Intelectual Indígena
  • Acesso a mercados nacionais e internacionais
  • Documentação da língua Terena e saberes tradicionais
  • Formação de agentes de Propriedade Intelectual Indígena
  • Indicação Geográfica Terena junto ao INPI

Apoiadores e parceiros

Edital MPI / Min. Mulheres IFMS · Campus CG PROFNIT / NEABI-CG Comunidade Terena do MS

Três pilares de uma mesma raiz

Proteção da PI
Registro da marca coletiva OREKA — a primeira do Brasil para artesanato indígena — e articulação da Indicação Geográfica Terena junto ao INPI.
Valorização Cultural
Preservação da língua Terena, dos grafismos ancestrais, da cerâmica de barro vermelho e das práticas tradicionais.
Autonomia Econômica
Renda justa e acesso a mercados nacionais e internacionais, com proteção contra intermediários exploratórios.
OREKA
Primeira marca coletiva indígena do Brasil — cerâmica e artesanato certificado com origem, autenticidade e qualidade garantidos.

A Aldeia Urbana Marçal de Souza

No Bairro Tiradentes de Campo Grande, é a primeira aldeia urbana indígena do Brasil. No coração da aldeia está o Memorial da Cultura Indígena Cacique Enir Terena — exposição permanente, oficinas de cerâmica, dança, orquestra indígena e ponto de venda do artesanato OREKA.

Mato Grosso do Sul

8 Povos · 3ª Maior População Indígena do Brasil

117.261Pessoas indígenas no MSIBGE · Censo 2022
Estado com maior pop. indígena entre os 27 estadosIBGE 2022
6,8%Da pop. indígena do Brasil
Total Brasil: 1.719.003
IBGE 2022
18.679Indígenas em Campo Grande — 1º município do MSIBGE 2022
79Municípios com populações indígenas no MSIBGE 2022
8Povos indígenas: Terena · Guarani Kaiowá · Kadiwéu e maisIBGE 2022
Terena
+28.000 pessoas. Família Arawak. Cerâmica, tecelagem, língua viva. Primeira aldeia urbana do Brasil fundada por Enir Terena.
Guarani Kaiowá
+54.000 pessoas. Tronco Tupi. Sul do estado. Espiritualidade profunda e forte resistência cultural.
Guarani Ñandeva
Tronco Tupi. Rio Ivinhema. Identidade distinta dos Kaiowá, com práticas e territórios próprios.
Kadiwéu
~1.400 pessoas. Serra da Bodoquena. Grafismo de fama mundial — reconhecido internacionalmente como arte singular.
Kinikinau
~200 pessoas. Família Arawak, parentes dos Terena. Mantêm viva sua identidade e língua própria.
Guató
~400 pessoas. Pantanal. Pesca, canoa e vida ribeirinha milenar — povo das águas do Pantanal.
Ofaié
~58 pessoas. Fronteira MS/SP. Resistência cultural extraordinária — um dos menores e mais resilientes povos do Brasil.
Atikum
Oriundos de Pernambuco. Presentes no MS desde o século XX, mantendo sua identidade e tradições.

Fonte: IBGE · Censo Demográfico 2022 · Tabela complementar 25

Parceria Institucional · Governança Indígena

COOPEIMASUL — Governança da Cooperativa Estadual Indígena de Mato Grosso do Sul

O Instituto Cacique Enir Terena, em parceria com a VERTTI Consultoria, elaborou toda a estrutura jurídica e de governança da COOPEIMASUL — a Cooperativa Estadual Indígena de Mato Grosso do Sul, que reúne famílias Terena, Kadiwéu e Guarani de sete municípios em torno da agricultura, da pecuária, do agroturismo e do extrativismo sustentável.

O trabalho conjunto produziu os três documentos fundacionais da cooperativa: o Estatuto Social, que organiza os cinco órgãos sociais e assegura que a terra indígena nunca poderá ser propriedade da cooperativa; o Regimento Interno, que detalha as regras práticas de comercialização, uso do parque de máquinas e protocolo de consentimento sobre conhecimento tradicional; e a Cartilha do Cooperado, que traduz todo esse arcabouço jurídico em linguagem simples e acessível para os cooperados e cooperadas.

Cada documento articula a legislação cooperativista brasileira (Lei nº 5.764/1971) com os direitos constitucionais dos povos indígenas (art. 231 da Constituição Federal) e a Convenção nº 169 da OIT, garantindo autonomia econômica sem abrir mão da proteção territorial e cultural.

3Etnias fundadoras — Terena, Kadiwéu, Guarani
7Municípios de atuação em MS
5Órgãos de governança estatutária

www.coopeimasul.com.br
Gestão Lisio Lili

Proteção e Identidade

OREKA — A Primeira Marca Coletiva Indígena do Brasil

Uma marca coletiva é registrada no INPI e pertence à coletividade. Apenas artesãs e artesãos certificados pelos Terena podem comercializar sob o selo OREKA.

O que a OREKA protege?

  • Autoria coletiva das artesãs Terena
  • Técnica ancestral — acordelamento, barro vermelho, grafismo branco, iconografia única — não há uma peça igual a outra
  • Valor cultural e identidade Terena
  • Renda justa para as artesãs e suas famílias
Criação da logomarca OREKA
A logomarca OREKA foi criada pelo publicitário Terena Mauro Sérgio Forasteiro (Mauro Sérgio Bezerra), filho de Enir Terena, com cada linha, iconografia e cor inspiradas na cultura Terena.
Marca Coletiva Indígena do Brasil
INPIRegistro em andamento
IGIndicação Geográfica articulada

Saber ancestral · Patrimônio vivo

Saber ancestral · Patrimônio vivo

A Cerâmica Terena — Patrimônio Vivo do Brasil

Reconhecida como patrimônio imaterial de MS, a cerâmica Terena é expressão de uma tradição secular: barro avermelhado, grafismo branco, fogo a céu aberto e mãos de mulher. Cada peça é única — nascida do território, ensinada de mãe para filha por gerações.

1
Coleta do barro
Argila avermelhada, seca e purificada manualmente — do mesmo barranco de mãe para filha
2
Acordelamento
Rolinhos de argila sobrepostos à mão, sem torno — técnica milenar
3
Polimento
Superfície alisada com pedra até o brilho característico da cerâmica Terena
4
Grafismo branco
Pintura floral e geométrica Terena com cinzas de palha — iconografia única
5
Resina e queima
Resina de jatobá e queima artesanal a céu aberto — finalização ancestral
A Ceramista de Território
Nas aldeias de Miranda, Aquidauana e comunidades do MS, a cerâmica nasce do território. A artesã retira o barro do mesmo barranco de onde o retiraram sua mãe e avó. Os grafismos são ensinados por quem os guarda na memória oral há gerações. A iconografia não mora no barro; mora no povo.
A Ceramista em Contexto Urbano
Na Aldeia Marçal de Souza, as artesãs Terena não abandonaram sua arte — elas a levaram consigo. Os grafismos são os mesmos da cultura originária milenar. Cada peça vendida conecta o consumidor à aldeia. Quando você compra OREKA, você compra um vínculo vivo com o território.

Fotos da Cerâmica — clique no ADM para adicionar

📚 Referências Acadêmicas VILARIM, P.R.; MARTINS, D.R.; RODRIGUES, S.P.J. "Etnoconhecimento Terena na literatura científica." Revista ODEERE, v.6, n.2, 2021. DOI: 10.22481/odeere.v6i2.9768
INSTITUTO CACIQUE ENIR TERENA — ICET. "Em homenagem à liderança feminina que lutou pela fundação da primeira aldeia urbana do Brasil." Campo Grande, MS: ICET, 2016–2025.
Gestão

Diretoria do Instituto

Conheça os membros que conduzem as ações do Instituto Cacique Enir Terena.

Maria Auxiliadora Bezerra
Maria Auxiliadora Bezerra
Presidente
Maria Auxiliadora Bezerra nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com raízes profundas na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana — terra ancestral do povo Terena. Filha de Enir da Silva Bezerra, a Cacique Enir Terena, herdou da mãe não apenas o sangue e a memória do povo Terena, mas também a missão de proteger, valorizar e projetar a cultura indígena para o Brasil e o mundo.
Cresceu entre dois mundos — a cidade e a aldeia —, aprendendo desde cedo que identidade e pertencimento são forças que nenhuma fronteira apaga. Com a ancestralização de sua mãe em 2016, continuou a luta e fundou o Instituto Cacique Enir Terena, dando continuidade ao legado que Enir construiu com décadas de luta: a primeira aldeia urbana indígena do Brasil, a marca coletiva OREKA e o reconhecimento internacional da cerâmica Terena como patrimônio cultural vivo.
À frente do Instituto, Maria Auxiliadora conduz com determinação a gestão da propriedade intelectual coletiva do povo Terena, a comercialização justa do artesanato das artesãs da Aldeia Marçal de Souza e o fortalecimento dos direitos indígenas no espaço urbano. Sua liderança é a prova de que o legado de Enir Terena não terminou — ele continua, com força renovada, nas mãos de sua filha.

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Na imprensa · Links diretos para as fontes

Enir Terena e o Instituto nas notícias

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Por trás de cada peça existe alguém

O que dizem sobre a OREKA

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Comércio justo · Cultura viva

Loja OREKA

Cada peça carrega o selo OREKA — a primeira marca coletiva indígena do Brasil. Sua compra remunera diretamente a artesã e fortalece a autonomia da comunidade Terena.

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Endereço

Rua da Serra, n.217
Aldeia Marçal de Souza — Bairro Tiradentes
Campo Grande — MS, CEP 79041-011

🏅
Reconhecimento e gratidão

Comenda Cacique Enir Terena

A mais alta distinção concedida pelo Instituto Cacique Enir Terena. Instituída em homenagem à primeira mulher eleita Cacique no Mato Grosso do Sul, a comenda reconhece pessoas físicas e jurídicas que contribuíram de forma relevante para a defesa, promoção e valorização dos direitos, da cultura e da dignidade dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul e do Brasil.

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Referências institucionais

Acervo Documental

Legislação indigenista, atos do Instituto e documentos institucionais que fundamentam a atuação do ICET.

FUNAI e Política Indigenista
Lei nº 5.371/1967 — Criação da FUNAI
Presidência da República · 5 dez. 1967
Acessar documento
Lei nº 6.001/1973 — Estatuto do Índio
Presidência da República · 19 dez. 1973
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Constituição Federal de 1988 — Arts. 231 e 232
Capítulo VIII — Dos Índios
Acessar documento
Saúde Indígena
Lei nº 9.836/1999 — Lei Arouca (SasiSUS)
Subsistema de Atenção à Saúde Indígena · 23 set. 1999
Acessar documento
Lei nº 8.080/1990 — Lei Orgânica da Saúde
Base do SUS · 19 set. 1990
Acessar documento
Portaria MS nº 254/2002 — PNASPI
Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas
Acessar documento
Instrumentos Internacionais
Decreto nº 5.051/2004 — Convenção 169 OIT
Consulta prévia, livre e informada · Autodeterminação
Acessar documento
Convenção 169 OIT — Texto completo em português
OIT · 1989 · 44 artigos
Acessar PDF
Declaração da ONU — UNDRIP
ONU · 2007 · 46 artigos sobre direitos coletivos
Acessar PDF
Propriedade Intelectual e Conhecimentos Tradicionais
Lei nº 13.123/2015 — Biodiversidade e Conhecimentos Tradicionais
Acesso ao patrimônio genético e conhecimentos tradicionais associados
Acessar documento
Lei nº 9.279/1996 — Lei de Propriedade Industrial
Marcas, patentes e indicações geográficas
Acessar documento
Instituto Cacique Enir Terena — ICET
Instituto Cacique Enir Terena — ICET
Fundado em 12 de julho de 2025 e registrado em 22 de agosto de 2025, o ICET é uma associação privada sem fins lucrativos (CNPJ: 62.359.850/0001-38) com sede na Rua da Serra, nº 217, Aldeia Marçal de Souza, Campo Grande — MS, CEP 79041-011. Criado em homenagem à primeira mulher cacique do Mato Grosso do Sul, o Instituto tem missão educacional, cultural, científica, esportiva e social, voltada à defesa dos direitos dos povos originários e à valorização dos conhecimentos tradicionais Terena.

Selecionado entre 123 propostas no Edital Nacional conjunto do MPI e do Ministério das Mulheres, o ICET é titular da marca coletiva OREKA — a primeira marca coletiva indígena do Brasil — registrada junto ao INPI sob o processo nº 941549186, depositado em 12 de outubro de 2025.

Documentação completa do registro OREKA no INPI
Germano Coelho Ramos Rocha da Silva · Autor/Programador do Site do ICET
Germano Coelho Ramos Rocha da Silva é Consultor Empresarial e Organizacional e uma das vozes fundamentais na intersecção entre inovação, Propriedade Intelectual e os direitos dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Indígena do povo Terena, sua trajetória carrega a força e a memória da Aldeia Passarinho (MS), terra natal de seu pai, Carmo da Silva — liderança histórica que migrou para Campo Grande para semear direitos ao fundar o Sindicato dos Garçons do MS. Essa herança de articulação e defesa social moldou o propósito de Germano: transformar o direito técnico em ferramenta de proteção para a identidade e a autonomia de seu povo.

No campo institucional e de mercado, Germano consolidou uma carreira de destaque no ecossistema de inovação. É Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) pelo IFMS e Agente da Propriedade Industrial credenciado no INPI. Atuou estrategicamente como Gerente do Setor de Protocolo do INPI (Mato Grosso do Sul) em cooperação com o SEBRAE/MS, foi Consultor Sênior e Secretário Geral do SEBRAE/MS e hoje lidera a VERTTI Consultoria, onde desenvolve estratégias nacionais e internacionais para o registro de marcas, patentes e ativos de inovação.

Sua atuação ganha seu significado mais profundo junto ao movimento indígena sul-mato-grossense. Germano atua no apoio técnico e estratégico a comunidades tradicionais, destacando-se na estruturação do Instituto Cacique Enir Terena a pedido da Presidente do ICET, Maria Auxiliadora Bezerra, e na defesa da marca coletiva como uma tecnologia social. Por meio de sua pesquisa e prática junto ao IFMS e UFMS, ele trabalha para que saberes ancestrais — como a milenar cerâmica Terena — recebam a salvaguarda jurídica necessária contra a apropriação indevida, garantindo que o protagonismo econômico, cultural e intelectual permaneça nas mãos de quem os criou.

Unindo a precisão do consultor de negócios à sensibilidade de quem conhece o valor da terra e da ancestralidade, Germano atua na vanguarda da justiça epistêmica, provando que o futuro da inovação depende, fundamentalmente, do respeito às nossas raízes.

Adicionar documento ou link ao Acervo

Tecnologia Social

Tecnologia Social para ONGs e Instituições Indígenas

O Instituto Cacique Enir Terena, em parceria técnica com a VERTTI Consultoria, desenvolve soluções de tecnologia social voltadas à gestão institucional de organizações não governamentais e de instituições indígenas. Trata-se de um modelo de atuação em que cada solução é construída caso a caso, a partir das realidades e das formas próprias de organização de cada comunidade — unindo saber tradicional a ferramentas de gestão contemporâneas.

A frente é conduzida por Germano Coelho Ramos Rocha-Silva, Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação, com atuação em consultoria de desenvolvimento de inovação e projetos — internos e em parceria com o Poder Público e a iniciativa privada — desde a concepção da ideia até a gestão do desenvolvimento prático e a definição de indicadores de resultado.

A comprovação prática dessa metodologia é o portal oficial do Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas de Campo Grande (CMDDI), inteiramente concebido e implantado pelo ICET em parceria com a VERTTI Consultoria — hoje uma referência em comunicação institucional indígena, replicável para outros conselhos, associações e organizações da sociedade civil.

🛡
Direitos Humanos dos Povos Originários
®
Propriedade Intelectual & Marca Coletiva
🗺
Indicação Geográfica e de Procedência
Governança & Compliance
💡
Gestão Inovadora do Terceiro Setor
🌐
Plataforma Digital Inteligente
Site traduzido de forma permanente em quatro idiomas — Português, Inglês, Espanhol e Francês —, inclusive para todo conteúdo novo publicado, com identidade visual e logomarca desenvolvidas sob medida, central de mídia interativa exclusiva que funciona como agência de notícias, central de documentos oficiais e central de registros audiovisuais.

Case: o que foi desenvolvido para o CMDDI

Consultoria em Inovação e Gestão de Projetos
  • Desenvolvimento de projetos internos de inovação institucional
  • Estruturação de parcerias com o Poder Público e a iniciativa privada
  • Acompanhamento do ciclo completo: da ideia à gestão prática da implementação
  • Definição e monitoramento de indicadores de resultado
Identidade e design
  • Logomarca institucional desenvolvida sob medida
  • Padrão visual e layout inéditos, com identidade própria
Tradução permanente do site
  • Site inteiramente traduzido em 4 idiomas
  • Todo conteúdo novo é traduzido automaticamente e permanece traduzido nas quatro versões
Central de Mídia Interativa (agência de notícias própria)
  • Banco de mídia com classificação inteligente por IA (17 etiquetas)
  • Cadastro de contatos em bloco, listas de distribuição, editor de releases com anexos múltiplos
  • Envio direto à imprensa com timbrado institucional, histórico e estatísticas
Central de Documentos Oficiais
  • 15+ tipos de documentos, numeração automática, timbrado em todas as páginas
  • Fluxo de assinatura e transparência auditável
Central de Registros Audiovisuais
  • Galeria de fotos institucionais
  • Central de vídeos (YouTube) — reuniões, audiências públicas, transmissões ao vivo
Agenda Institucional, Diretório de Conselheiros e Produção Acadêmica
  • Calendário público de compromissos
  • Cadastro da composição e mandato dos conselheiros
  • Seção de artigos científicos e links de pesquisa
Relatório Mensal de Atividades
  • Geração automática a partir dos registros da plataforma
  • Listas de destinatários segmentadas (Conselheiros, Mesa Diretora, Comissões, Convidados, Individual)
Arquitetura de dados, segurança e infraestrutura
  • Repositório público e privado separados — dados sensíveis nunca expostos
  • Domínio próprio com HTTPS e publicação contínua
Tecnologia Social · Segunda Frente do ICET

Case: o que o ICET está desenvolvendo para a COOPEIMASUL

O Instituto Cacique Enir Terena, em parceria com a VERTTI Consultoria, está conduzindo a mesma metodologia de tecnologia social para a COOPEIMASUL — Cooperativa Estadual Indígena de Mato Grosso do Sul, que reúne cooperados fundadores das etnias Terena, Kadiwéu e Guarani em sete municípios do Estado. O trabalho do ICET abrange, ao mesmo tempo, três frentes: a construção de toda a governança jurídica e estatutária da cooperativa, a criação da sua logomarca institucional e o desenvolvimento de um site próprio de serviços — um portal completo de gestão, com todas as funções detalhadas a seguir.

Governança Jurídica e Estatutária
🎨
Identidade Visual e Logomarca
🌐
Site Institucional de Serviços
🗺
Mapa Geográfico de Cooperados
👥
Gestão de Cooperados Fundadores
📄
Central de Documentos e Conformidade

Cooperativa Estadual Indígena de Mato Grosso do Sul — 34 cooperados fundadores, 3 etnias (Terena, Kadiwéu, Guarani), 7 municípios. Trabalho conduzido pelo ICET do zero jurídico até o portal digital de gestão.

Governança jurídica e estatutária
  • Estatuto Social completo — 16 capítulos e 61 artigos, articulando a Lei nº 5.764/1971 com o art. 231 da Constituição e a Convenção 169 da OIT
  • Regimento Interno — 10 capítulos e 47 artigos, detalhando comercialização, uso de máquinas e protocolo de consentimento sobre conhecimento tradicional
  • Cartilha do Cooperado em linguagem acessível, com glossário e casos práticos
  • Cláusula que impede, em qualquer hipótese, a terra indígena virar propriedade ou garantia da cooperativa
Identidade visual e logomarca
  • Logomarca institucional desenvolvida sob medida, com grafismos indígenas e a paleta verde/azul/ouro da bandeira de Mato Grosso do Sul
  • Padrão visual único replicado no site, nas cartilhas e nos documentos oficiais
  • Emblema com cocar, rio e estrela, remetendo à identidade dos povos e ao território do Estado
Site institucional de serviços
  • Portal completo em arquivo único, com painel administrativo (ADM) de mais de 12 abas de gestão
  • Autenticação por senha para a diretoria, protegendo dados sensíveis dos cooperados
  • Publicação contínua em domínio próprio (www.coopeimasul.com.br), com HTTPS
Mapa geográfico interativo
  • Mapa de Mato Grosso do Sul com marcadores por cooperado e por município de origem
  • Visualização por etnia — Terena, Kadiwéu e Guarani — e por atividade produtiva
Gestão de cooperados fundadores
  • Cadastro dos 34 cooperados fundadores, com ficha pessoal individual
  • Organização por etnia, município e atividade produtiva (agricultura, pecuária, extrativismo)
Central de documentos e conformidade
  • Geração automática de documentos oficiais a partir dos dados cadastrados
  • Checklist normativo de conformidade com o Estatuto e o Regimento Interno
  • Aba de Documentação com histórico auditável das decisões da cooperativa
Desenvolvido em parceria com
VERTTI Consultoria

Dados IBGE 2022

Painel administrativo

📡 Sala de Imprensa — ICET

📊 Relatório Mensal de Atividades — ICET
Compila automaticamente todas as ações oficiais registradas na plataforma no mês selecionado — notícias, releases enviados à imprensa, novos contatos de mídia e documentos oficiais — em um relatório institucional com a identidade do ICET, pronto para envio mensal aos conselheiros e demais cadastrados.
👥 Destinatários do relatório (conselheiros e demais cadastrados):
📡 Sala de Imprensa — Agência de Notícias ICET
⚙ Configuração inicial (apenas uma vez)
Crie listas na aba "📋 Listas" para aparecerem aqui.
Nenhum contato cadastrado ainda.
Nenhuma lista criada ainda.
💡 Dica: um contato pode pertencer a várias listas ao mesmo tempo — por exemplo, "Imprensa MS" + "Indigenismo" + "Rádios CG".
🤖 Modo automático: cole QUALQUER texto (páginas, tabelas, listas bagunçadas) e clique no botão 🤖 — os e-mails são extraídos, duplicados são ignorados e cada contato é classificado sozinho por tipo de mídia e grupo (Imprensa Indígena / Local MS / Nacional / Internacional), sem você precisar preencher nada.

Modo manual: cole um e-mail por linha. Formatos aceitos:
email@dominio.com  ou  Nome do Veículo <email@dominio.com>  ou  email@dominio.com | Nome do Veículo
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💡 Duplicatas (e-mails já cadastrados) são ignoradas automaticamente.
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Qualquer tipo de mídia (PDF, Word, imagem, vídeo, áudio...). Pode selecionar vários de uma vez, ou adicionar mais depois.
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